
Nas entre-linhas de Fernando Pessoa, eu escrevo:
Temperamento anormal,
Que invade os meus socalcos.
Sentimento sobrenatural?
Ou apenas vulgares tectos falsos?
Julgo que sou com sentido,
Imanente ao meu pensamento…
Se não o fosse teria outrora partido
Sem qualquer tipo de consentimento.
E no meio de caras lavadas,
Tépidos cérebros conhecem a razão
Nas entranhas de pequenas chapadas,
Oferecidas ao coração.
Que depois havemos de pensar?
Se o pensamento nos rouba o sentimento?
Que depois havemos de dar?
Se o que damos cai em vão no esquecimento?
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