domingo, 21 de dezembro de 2008

Partir



Dedico este poema ao meu avô, não me restam mais palavras se não: "a mensagem está lá".



Encontramos a aragem da vida,
passamos por vibrações inesquecíveis,
ardemos a alma vencida,
sussurramos lágrimas imemoráveis.

Abraçamos o púlpito, a memória,
a chama da vanglória.
Rasgamos o papiro da vida,
desgastamos a dor bandida!

Depois resta uma rosa,
uma iluminação,
dois choros paridos
desta ilusão…

Um sofrimento guardado,
Num caixão de tormentos.
Que este Ser sufocado,
Tenha melhores momentos!

Deixai-o partir,
que o seu perfume se espanda.
Faça a nossa memória sorrir,
pela dor que um suspiro seu abranda…

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