Queres escutar a tua voz, mas nem a tua voz consegues ouvir. Calças as meias mais sorrateiras e de pé em de pé caminhas para abrir essa porta. Aberta, uma confusão desmedida de vozes acambam com os teus tÍmpanos. Este turbilhão invade o teu cérebro num zumbido insurcedor, tras-te naúseas, vozes, sobre vozes, sobre vozes… Tens que a fechar. Fechada por enquanto fica.O teu coração nesta batida resgata-se no medo. Procuras as mãos, findas um espelho, solta-se uma lágrima e por fim uma voz: A tua voz. Queres praia, queres paz. Queres mergulhar num mar sem fim. Queres por fim a indecisões existenciais. Queres-te.
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