sábado, 14 de fevereiro de 2009

Re-desecontros


Hoje revi-te, atropelada na minha triste revolta sorri indecentemente.Perguntei-te como estavas e tu afirmas-te “bem” ,tão bem como eu te conheci…
Hoje revi-te numa tempestade de pensamentos promonitórios que anteciparam este encontro…Não sei bem, se é força do destino, mais uma xapada sem mão... A tua indiferença inicialmente chocou-me e agora acalma-me.Obrigada.
Realmente nunca existiram pessoas especiais, no mínimo que se consigam encontrar…Hoje revi.te sem te rever. O mesmo casaco, as mesmas mãos nervosas, o mesmo coração amarrado, o mesmo cheiro a barba feita, o teu perfume.Desenvolvi ate hoje uma teoria inconsistente, pensava… O que pensas-te tu? O que sentiste? Mera indiferença , pura e mera indiferença.Sim sorri, sim voaram-me borboletas pelas paredes da barriga, sim o meu coração acelarou e sim as lágrimas caíram-me porque por mais racional que queira ser, ele não deixa! Ele que viveu, ele que sentiu, ele que sonhou, ele que aos poucos e poucos se enterra meio acordado. A vontade de te raptar e tanto te dizer. Mas ha coisas que simplesmente não têm que ser. Olhas-te para mim como quem odeia e ao mesmo tempo reconhece, viraste para me comprimentar com a mesma expressão senti.
O meu peito queria sair, queria migrar para longe… Unicamente porque mais tarde ou mais cedo te iria ver, será? Concluo que a noite de ontem tornou- se em realidade.

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