O que cada um vê ou percepciona toma conta do significados intensos que se vivem. O que para ti é uma núvem, para mim é algodão doce, para um cego varia consoante os raios que o cobrem, uma imensidão de uma cor fresca ou um vulto negro. A mesma núvem em dias bravos assusta eventualmente menos um surdo deixando-o deambular pelo insórdido vogaz relâmpago. Tu és significado, tu és sentido, um receptor imenso de sensações e o guia do que representam em ti. Até mesmo o significado que se pensa ser implícito de surdos, mudos, cegos é da autoria de cada um de nós. Se não vejo, posso imaginar ver ou simplesmente desistir por completo. Se vejo posso ver menos que um cego ou captar menos que um surdo. Nos somos tarefa, não é a santidade divina que nos faz voar como uma ave plena sobre as ondas do mar. Mas sim as tuas asas... Constrói o teu navio, mas antes define a maré.
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